Nossos Anjos

Parceira amada, vistosa Mangalarga, e nossa querida matriarca! Sua história conosco é a própria história do IAD. Ela recebeu toda a tropa que integra os atendimentos do Parque da Água Branca, sendo a professora de todos no ofício.

Foi a primeira a compor a nossa tropa. No ano de fundação do IAD (2007) estávamos no início de tudo: da Instituição, dos primeiros atendimentos, do primeiro local e de nosso primeiro cavalo; e assim, procuramos por um cavalo para atender nossos praticantes.

Bebel foi encontrada em um sítio no município de Campo Limpo Paulista com um rolista. Passou pelos critérios de avaliação, sendo verificados seus aprumos, andamentos, idade e índole. Foi possível verificar lesões de maus tratos, até mesmo uma calcificação indevida em uma costela consolidada de forma errônea, lesão certamente por ter apanhado a pauladas. Apesar disso durante a montaria aceitou até mesmo montaria dupla. Depois nova visita foi feita, já com a veterinária para realizar exames, e o motivo das agressões que sofrera pelos seus rolistas foi descoberto: Bebel tem perfil de égua matriarcal. Em apenas dois dias no sítio que estava já comandava uma tropa de doze cavalos; se posicionava à nossa frente, batia as mãos e trazia a tropa investindo contra nós… Teve que ser laçada. A veterinária questionou como seria possível utilizá-la para Equoterapia com esse gênio, mas sua mãe bípede Rosana já sentia o que foi inevitável: um encontro de almas gêmeas. Sem titubear escolheu Bebel.

Já com os exames feitos, foi transportada para a capital de São Paulo onde atenderia. Chegou com uma lesão articular no boleto do pé esquerdo devido ao transporte, mas quando viu sua baia de cama fofa, deitou e rolou. Vida nova! Adora uma baia. Se deixasse tomava qualquer baia e, matriarcal como é, colocava qualquer outro equino onde bem queria. Ela manda!

Foi tratada, adaptada e precisou ser treinada, mas logo entendeu o que queríamos dela. Para o atendimento é perfeita: dócil, bom andamento, marchadora; mas para a montaria, durante os treinos de rédeas, saía rodando e pulando… Não gostava de cavaleiros, e a cada dia que Rosana a treinava com as rédeas era um desafio, pois sempre tentava derrubá-la; se não caísse na primeira volta, ela a suportava e treinavam. Aos poucos foi cedendo, e com calma e paciência foi aceitando. Até que apenas a testava durante a primeira volta. Foi assim que Bebel emprestou à sua mãe humana, Rosana, sua coragem e a ensinou a vencer os desafios que a vida trouxe. A relação entre elas foi só se fortalecendo e se conheciam apenas num olhar.

Companheira de Rosana e sempre sob os seus olhos cuidadosos, a acompanhou por todos os locais que o IAD passou. Sabe se expressar e se fazer entender perfeitamente em suas necessidades.

Histórias juntas, Bebel e Rosana têm aos montes, mas a maior de todas foi o que fizeram juntas. Na primeira oportunidade que sua mãe humana teve, lutaram unidas por dois anos e meio para que os atendimentos a cavalo para pessoas com deficiência retornassem ao Parque da Água Branca. Junto com Rosana, como sua fiel parceira, confidente e amiga, foi a valente desbravadora equina do

“Projeto Equitação Adaptada”.

Sua mãe humana respeitou suas.... graduando suas atividades e aos poucos foi se aposentando, até que não a montavam, realizava apenas atividades de chão com as crianças mais difíceis, pois era muito confiável. Porém sempre foi mantida parte da tropa.

 

Até que nos deixou em agosto de 2018, já com aproximadamente 39 anos, por uma cólica em intestino delgado. Foi valente como sempre e aguentou bravamente ser transportada em urgência para a USP. Chegando lá, para espanto de sua mãe os professores vieram atendê-la devido a sua idade e reconhecimento por alguns deles que levavam seus filhos ao parque só para visitá-la aos finais de semana. Entrou em cirurgia, mas se foi dormindo anestesiada. Sem sofrer.  

A Deus sua mãe Rosana sempre pedia que ela não sofresse quando tivesse que partir e esse pedido foi concedido.

Bebel, para todo o sempre, fará parte da tropa do IAD e seu olhar nesse site sempre estará vislumbrando o que ajudou a construir.

Rosana e Bebel, sempre juntas!

De raça Árabe, teve seu nome escolhido quando chegou ao IAD, no Parque da Água Branca, pensando não só em sua raça, como na luta diária que foi sua vida.
 

Em julho de 2014 o IAD foi a um sítio para escolher parceiros cavalos. Lá se encontravam Sheik e Cindy. Segundo informações do dono da propriedade, Sheik foi retirado de um dono cruel pela vigilância sanitária, pois puxava carroças muito mais pesadas do que poderia aguentar, e sempre que não conseguia apanhava demasiadamente. Além das agressões, passava fome e sede, até ser recolhido e alojado nesse sítio. Lá ficou solto no pasto, mas devido aos maus tratos sofridos, seu pelo era grosso e feio. Sua crina toda quebrada. Ele estava cheio de carrapatos, muito magro, triste e apático.

Foi montado e pode-se notar sua obediência, andaduras e índole para aceitação de movimentos atípicos na montaria. Assim, a veterinária foi levada para vê-lo e constatou o que já era sabido: seu sofrimento, calcificações, aderências cicatriciais, e até mesmo internas de ferimentos passados. Sua orelha charmosamente torta é, infelizmente, sequela de agressões. Muito assustado teve medo em se deixar avaliar, mas com calma e respeito da equipe tudo foi devidamente feito, e sem titubear, o IAD o quis como parceiro. Então Selma, amiga e parceira, o comprou e carinhosamente o doou ao IAD.

Seu transporte foi feito a noite, juntamente à Cindy. Sheik demonstrava insegurança. Ao chegar ao parque, desceu do transporte assustado, narinas abertas, tentando sentir ao máximo todos os cheiros para identificar onde estava. Foi solto no picadeiro para se acalmar devido ao estresse da viagem, porém Sheik ficou parado e quieto. Então foi conduzido à sua baia: quente, com serragem limpa, alfafa, feno fresco e água limpa, e assim que a porta da baia se fechou, cheirou tudo, rolou na serragem e relinchou… Estava feliz! Vida que segue… Com uma mãe humana que cuida e mima muito! Foi tratado, ficou bonito e saudável e aprendeu seu trabalho com rapidez.

Já atendendo no IAD apresentou Mieloencefalite Protozoária Equina (bambeira), doença que se pega no pasto (já veio com ela incubada). Foi tratado e curado, Rosana não pensou em nenhum minuto em devolvê-lo, pois não se troca amigos ou filhos, apesar de ouvir ao contrário das pessoas.

Hoje Sheik está feliz, bem tratado, saudável, ajudando muitas pessoas e adora ganhar um dengo dos funcionários, voluntários, e dos praticantes; quando não recebe, ele mesmo se afaga nas pessoas.

De raça Piquira sua estatura é baixa, e precisávamos mesmo de uma parceira equina baixinha. Ao chegar ao IAD no Parque da Água Branca teve seu nome escolhido, diminutivo de Cinderela – a Gata Borralheira – que sofreu muito com os antigos donos, mas que teria então uma vida diferente.

Cindy sofria com montaria de pessoas pesadas e até mesmo em dupla, sendo forçada a carregar mais peso do que suportava. Estava magra, com pelo grosso e com muitos carrapatos. Foi recolhida e levada ao mesmo sítio de Sheik, de quem é amadrinhada. Ao ser observada, estava sempre junto ao Sheik, e ele atrás dela também.

Foi montada e pode-se ver sua obediência, índole e aceitação ao manejo, mas danada: apesar de permitir tudo, também reclamava. A veterinária foi levada para vê-la, e após a avaliação, Cindy viraria parceira no IAD juntamente ao Sheik, graças ao grande coração de Selma que também a comprou e doou ao IAD.

Foi transportada a noite em companhia do seu amigo inseparável. Assustada e insegura, encostava-se em Sheik a ponto de inclinar o caminhão. Sua mãe humana seguia no carro de trás torcendo para que tudo desse certo, pois o caminhão tombava com o peso deles em um lado só. Ao chegar desembarcou e foi conduzida ao lado de Sheik, o que lhe dava mais segurança. Apesar de seu passo firme, apresentava as narinas bem abertas, para reconhecer o ambiente. Ao ser solta no picadeiro, andou um pouco, cheirou a areia e então permaneceu junto ao Sheik. Assim foi levada para sua baia toda forrada, com alfafa, feno fresco e água limpa. Tão logo a porta se fechou, deitou, rolou, relinchou muito junto com o Sheik como se conversassem. Foram colocados lado a lado para facilitar sua adaptação.

Já tínhamos outros três parceiros cavalos menores para os atendimentos do IAD que iniciaria em Julho de 2014, e já estávamos no mês de julho, então tínhamos que correr e procurar dois amigos maiores para ingressar na equipe da tropa.

Procuramos por várias regiões, até que o Haras Alma Lusitana nos foi indicado pela veterinária Danielle Bacarelli, onde conversamos com o proprietário Sr. Jorge que prontamente nos abriu a porta do haras, e lá nos apaixonamos por vários; porém dois Lusitanos foram amor à primeira vista em todos os sentidos: aprumos, andamentos, idade e índole. E um deles foi o Sirius!

Segundo Jorge, Sirius havia sido emprestado para um circo uma vez que sabe cumprimentar, deitar, sentar (só falta falar). Mas lá infelizmente sofreu maus tratos, e Jorge, dono zeloso, foi buscá-lo de volta. Sirius passou meses solto no pasto para esquecer o que havia passado e assim permaneceu no haras. Ele nos foi emprestado. Passou pela adaptação e foi treinado. Jorge permaneceu atento, visitando-o para se certificar que estava sendo bem tratado. Por outro lado, fazíamos questão de deixa-lo sempre informado sobre Sirius. Até que Jorge disse que como ele estava feliz e bem tratado, era seu presente à Rosana. O melhor que ela já recebeu, faz questão de afirmar.

Foi uma surpresa como Sirius se adaptou bem e surpreendeu com sua competência para atender os praticantes, além de fazer diversas artes.

Sua capacidade de inventar cada hora uma nova artimanha é inimaginável! É extremamente esperto e faz uso de suas habilidades para obter benefícios como, por exemplo: se não quer ser rodado, fica em pé e tira a guia das mãos da treinadora já que sabe ficar em pé e cumprimentar; ou ainda, se não quer ser montado, deita com a amazona pra que ela desça. Mas tudo gentilmente. Também adora brincar de mordiscar a roupa e cabelo alheios, fingindo que não é com ele quando chamado sua atenção.

É um malandro incorrigível, muito mimado e extremamente amado por todos.

Seu nome de registro era Queimador, foi trocado para Woody (referência ao desenho Toy Story), pois acreditávamos ser mais fácil para as crianças memorizarem. Também Lusitano, é amigo de Sirius e foi o outro amor à primeira vista do Haras Alma Lusitana. Assim como seu amigo, foi muito esperto e inteligente aprendendo rapidamente seu novo nome e os ensinamentos para os atendimentos.

Foram utilizados os mesmos critérios de avaliação na sua escolha, porém seu sangue quente deixava dúvida se iria se adaptar aos atendimentos, pois mesmo na condução simulando um atendimento, Woody não andava ao passo, já realizava um trote disfarçado.

Sr. Jorge, proprietário do Haras, nos relatou que por ter os seus andamentos extremante cadenciados, o emprestou para uma moça que fazia aulas de volteio em um projeto social junto a outro cavalo, porém quando o patrocínio dela cessou ela escolheu manter apenas o outro cavalo, devolvendo o Queimador. A devolução de um animal é sempre triste, mas assim pudemos nos encontrar e uma nova e bela parceria foi formada.

Woody foi trazido ao Parque da Água Branca junto ao seu amigo Sirius. Passou por treinamento e, diferentemente de seu amigo, se demonstrou extremamente quente e sério durante o treino de rédeas.

Resmungão na maior parte do tempo, e bastante pidão (relincha para pedir tudo). Mas é durante os atendimentos que mostra toda sua docilidade e carinho com os praticantes.

Sério e compenetrado enquanto está atendendo. Quente e forte durante os treinos de rédea é o outro maior presente de Rosana, dado pelo generoso Jorge dono da Coudelaria Alma Lusitana.

América é um lusitano que tem 14 anos e veio do interior de São Paulo. Vencedor de competições de salto, quando se fala de trabalho o América é muito sério, 100% comprometido e da um show nas montarias respeitando tanto os leves toques das crianças em suas rédeas, como os toques mais pesados dos adultos, ele realmente é um verdadeiro professor.
Antes do América chegar no Parque da Água Branca ele sofreu muito por maus tratos, apanhava demais. Hoje em dia ele ainda traz essas lembranças no seu psicológico, fica o tempo todo em alerta, por isso temos que tomar cuidado do jeito que chegamos perto dele. Mas é só ele se sentir seguro e confiante que se entrega completamente aos carinhos e chamegos, até se esfregar se esfrega, principalmente se esses carinhos vem acompanhado de uma cenoura.

tas tudo gentilmente. Também adora brincar de mordiscar a roupa e cabelo alheios, fingindo que não é com ele quando chamado sua atenção.

Beirute tem 7 anos, veio de um sítio do interior do Estado de São Paulo.
Ele é muito inteligente e cheio de manias.
Vocês acreditam que ele sabe desfazer qualquer nó? E ainda aprendeu abrir a sua própria baia para paquerar a Millu e também para provocar seu irmão Elfo. Ele também brincar de mordiscar tudo que encontra pela frente, inclusive não podemos bobear que lá vem belisco! Mas beliscada de amor não dói não é mesmo?

Babi é uma égua de 12 anos, baia também da raça Crioula. Lembram do Hórus? Os dois vieram juntos, do mesmo lugar e como mantiveram a amizade inseparável e adoram brincar, deixamos eles como vizinhos de baias.
Babi é baixinha e é a nossa gordinha. Sabe o ser rabugento pro trabalho, mas para a comida está ali só de olho? Ela não pode ver ninguém passando perto da baia que já começa a pedir comida batendo seu casco no chão e fazendo o maior alarde. O que ela tem de rabugenta ela tem de insistente, não para até conseguir atenção!
Babi é cheia de amor e carinho para dar, mas a de quem esquecer o seu tão esperado biscoito! 

Millu é uma pônei de 7 anos que foi resgatada, vivia em um micro espaço e sempre com o cabresto, sem ser solta pra nada em um pet shop. Marcas que ela traz no rosto, mais precisamente perto do nariz.
Hoje aqui no Parque da Água Branca Millu vive super confortável em uma baia que é gigante para ela e é muito bem tratada e mimada. Mas é aquele ditado né, quanto menor o ser mais mal humorado ele é, para vocês entenderem a personalidade dela melhor, ela é a pinscher dos cavalos. 
Só que mesmo assim a nossa baixinha é muito fofa, cheia de amor pra dar.

Quíron era um centauro, metade homem, metade cavalo, considerado como um líder, na mitologia grega. A linhagem de Quíron era diferente dos outros centauros, que eram filhos do Sol e das nuvens de chuva.
Abandonado, Quíron foi encontrado por Apolo, que o criou como pai adotivo e lhe ensinou todos os seus conhecimentos: artes, música, poesia, ética, filosofia, artes divinatórias e profecias, terapias curativas e ciência. Sua nobreza também se reflete na história que narra sua morte: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que a humanidade obtivesse o uso do fogo.
Aqui no Parque da Água Branca também temos um Quíron, é um mangalarga alazão de 6 anos, uma personalidade ímpar. Já viu um cavalo amar brincadeiras? Pois é, o nosso Quíron é todo brincalhão e pidão, não pode ver um torrão de açúcar que fica chamando atenção. Talvez ainda não tão recatado quanto o Quíron da mitologia mas com certeza com muito amor para dar.

Tróia já foi campeã de salto, hoje com os seus 18 anos se aposentou das competições mas continua com o mesmo temperamento forte e até mesmo as vezes briguenta e mandona, não pode ver uma pista montada que já fica de olho.
Apesar da saudade dos tempos de competições, ela se descobriu nas aulas com as crianças e nos apresentou uma paciência e carinho admirável com elas.

Chegou o dia de falarmos de um cavalo que se acha cachorro. Vocês devem estar se perguntando se existe isso e nós respondemos à vocês que sim, apresentamos o Baloubet.
Baloubet ou Balu para os íntimos é um cavalo árabe, alazão completamente apaixonado por crianças.
Apelidado carinhosamente de Melman, pois assim como a girafa do madagascar está sempre tendo um piripaque.
Considerado refugo devido a sua baixa estatura e gastrite crônica foi descartado do esporte. No entanto sempre brilhou devido ao seu coração gigante, amor e carinho que tem com as nossas crianças.
Balu é o preferidinho dos baixinhos pois está sempre pronto para um abraço ou um cheiro carinhoso na cabeça!
E se nós falarmos para vocês adivinharem qual é o petisco favorito dele? Aposto que vão falar que é cenoura ou maçã, MAS NÃO pasmem, o petisco favorito dele é BANANA! 

DJ é da raça árabe e o nosso cavalo mais velho com os seus 25 anos.
Ele é um dos cavalos mais antigos que estão no Parque da Água Branca, todas as pessoas que passaram por lá lembram dele e do seu galope elegante.
Assim como a Tróia ele arrasava nas aulas de salto, porém devido a idade também se aposentou. E mesmo assim, aposentado, ele sempre está com um sorriso no rosto! 
Essa característica dele de sorrir acontece porque nosso amigo tem o tamanho dos dentes um pouquinho além do normal, mas vamos combinar que é um charme né? Além de ser a diversão da criançada!

Hórus, na mitologia egípcia é considerado o "Deus dos Céus". Era uma divindade adorada pelos egípcios, com cabeça de falcão e corpo de humano, simboliza a luz, o poder e a realeza. Hórus é considerado aquele que traz à luz, que possui a coragem e a força em todas as batalhas.
Aqui no Parque da Água Branca temos nosso pequeno Hórus, um cavalinho bem peludinho, que realmente traz a luz no nosso dia-a-dia e muito amado por todas as crianças. Ele tem 12 anos e é da raça Crioulo, com uma força sem igual. E não se deixe enganar por seu tamanho e por sua carinha fofinha, pois nosso Hórus também possui a velocidade do falcão! 

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